Sun Valley, Idaho

E aí, gente?! Blog mais parado que água de dengue mas vamos lá! Tirei um tempo pra escrever sobre Sun Valley, no estado de Idaho, nos Estados Unidos.

Já ouviram falar? É um vale com 3 cidades (Ketchum, Haley e Belleviu) escondido em Idaho, conhecido por pouquíssima gente mas que tem sido um reduto ecoturístico dos Estados Unidos. Vários ricões de Hollywood tem casa aqui e usam de casa de verão ou inverno.

O vale é mais conhecido pelo Sun Valley Lodge, que por ser uma estação de esqui (Baldy e Dollar Mountain), bomba no inverno. Mas nem só de gelo vive o vale do sol. No verão dá pra fazer uma porrada de coisas.

Fiquei em Haley e logo no primeiro dia fiz uma trilha pela Carbonate Mountain, bem colada na cidade. Uma trilha de dificuldade média e com uma vista espetacular da cidade.

No segundo dia fiz mountain bike nos arredores do vale, mais ao norte de Ketchum. Foi sensacional. Pra quem não tem experiência com mountain bike, vá com um guia. Em vários trechos do percurso a dificuldade foi alta com descida bastante veloz nas rampas do morro.

Terceiro dia foi o mais legal e mais difícil: hiking na Pioneer’s Cabin Mountain. Basicamente uma montanha de 9.400 pés de altura que tem uma cabana construída no topo, por volta de 1930, para que os rangers pioneiros pudessem se abrigar quando estivessem na estrada. Tem uma dificuldade alta e não recomendo para quem não está habituado. 2h15 de subida com vários pedaços escorregadios de neve.

Por fim, fiz um videozinho pra contar melhor em imagens como foi essa viagem! Deem um play aí! Fui!

Turismo de Base Comunitária no Vale do Jequitinhonha

Já conhecem o turismo de base comunitária? Nunca fizeram?

Ano passado eu fiz um tour com a Vivejar, operadora turística com foco em turismo de base comunitária, para o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

Bonecas e outros artesanatos do Vale do Jequitinhonha

A promessa? Uma viagem de experiência, em que eu iria conhecer o trabalho das artesãs do Vale do Jequitinhonha, que criam bonecas e outras peças de cerâmica através do barro que extraem da região. Lá, ficaríamos nas casas das artesãs, faríamos todas as refeições com elas e faríamos também vários workshops, desde extrair o barro do barreiro, modelar as peças, pintar usando tintas naturais do barro e por último, queimar no forno as peças criadas.

A princípio cheguei com muito receio. No meu imaginário, sempre lembrava do Jequitinhonha como a região mais pobre do Brasil. Fui preparado para sentir o coração apertado. Mas foi completamente diferente.

Primeiro, que as artes ajudaram as moradoras locais a aumentar a fonte de renda da região. Hoje, elas não mais sobrevivem, mas vivem bem, com conforto e alegria. E principalmente, orgulho de serem moradoras do Vale.

Fiquei na casa da Deusani. Além de artesã, uma grande poetiza. Todas as noites recitava pro grupo alguns de seus poemas. Que sabedoria essa mulher tem viu.

Deusani e suas Filhas - Artesã do Vale do Jequitinhonha

Mas fora isso, a experiência como um todo foi sensacional. Diferente de um roteiro em que você fica em um hotel e saí todo dia pra fazer um tour, lá eu vivi o dia-a-dia de Campo Buriti (povoado que ficamos). Não apenas entender o que fazem, mas fazer junto. Não apenas provar do que comem, mas comer junto. Foi uma conexão com os moradores muito maior do que qualquer outra viagem que já fiz. Saí de lá com um sentimento de que foi muito mais que uma viagem, foi uma visita a uma parte da minha família que eu ainda não conhecia.

Mas não quero me alongar por agora. Esse post inicial foi apenas para dar um gostinho do que é o turismo de base comunitária. Vale muito conhecer o trabalho da Vivejar. Definitivamente, é uma operadora diferente das outras. Além do trabalho de cocriação dos roteiros com as comunidades (em que a comunidade sugere boa parte do que será oferecido), eles fazem o cálculo de impacto do turismo em cada região. O turista tem uma noção muito melhor de quanto do dinheiro fica na região, do quanto vai para o operador e quanto vai para outros provedores. Um modelo de negócios realmente diferenciado. Aqui está o site deles: http://vivejar.com.br/

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Por enquanto é só! Mais pra frente farei um post contando exatamente como foi essa minha viagem no Vale do Jequitinhonha.

Bjs,

Diego

 

Machu Picchu – Caminho Inka Express e Wayna Picchu

E aí, tchurma!

Como é que tão? Esse post é pra falar sobre a trilha do caminho Inka que fiz em Machu Picchu junto com a montanha Wayna Picchu no outro dia.

Primeiro, explicando que o caminho Inka original que o povo faz é o que sai do quilômetro 82 e vai até o Portão do Sol, dando um total de 44 Km. Isso geralmente leva 4 dias de trilha, acampando no meio do caminho.

Eu fiz a Inka Trail Express. É uma trilha de só um dia, que já sai um pouco mais adiantada, no quilômetro 104. Nela, passamos pelo último trecho do caminho Inka, vendo ruínas no meio do caminho até chegar ao Portão do Sol.

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Se engana quem acha que por ser menor, é uma trilha fácil. A maior parte do percurso é de subida e o ar rarefeito atrapalha. Então é melhor se preparar um pouco antes de ir. Uma dica importante: fique uns 3 dias antes em Cusco para se aclimatar antes de partir para atividades mais intensas. Eu lembro que no City Tour no primeiro dia eu já estava sofrendo com a falta de ar. Imagina pegar a trilha logo de cara?! hehe

Depois de umas 4 a 5 horas de trilha, chegamos ao Portão do Sol. De lá, descemos para a entrada de Machu Picchu. Já dá pra ter uma vista bem bacana do local e as fotos ficam legais. Não entramos em Machu Picchu para não gastar a entrada. Como você chega por volta das 13h, o ideal é que você chegue, só veja de fora e já desça de ônibus até Águas Calientes para passar a noite.

No outro dia de manhã, subimos de ônibus até Machu Picchu de novo e aí sim, entramos no sítio arqueológico. Mas a gente já tinha planejado antes e fizemos a trilha por Wayna Picchu, aquela famosa montanha que você vê nas fotos, atrás das ruínas.

Em Wayna Picchu (ou Huayna Picchu) você pode entrar em dois horários: um das 8h e outro das 10h. Tem que comprar a entrada bem antes se não já era. São apenas 400 entradas vendidas por dia (200 para cada horário) e geralmente se esgotam meses antes. Então se está planejando fazer a trilha da montanha, quando estiver comprando suas passagens de avião já veja de comprar as entradas de Huayna Picchu também.

A trilha é menor, cerca de uma hora pra subir e uma hora pra descer. Mas também bastante intensa. É uma subida bastante inclinada. Mas a vista compensa muito.

Pra quem não tem os 4 ou 5 dias pra fazer o caminho Inka tradicional, essa opção de 1 dia do Caminho Inka Express e mais 1 dia pra Wayna Picchu é bem interssante. Recomendo muito!

Pra ilustrar, mais um videozinho bacanudo! =D

É nóis, Queiroz! Valeu Falow!

 

Gostou e quer curtir outros passeios no Vale Sagrado, Peru? Dá uma olhada nesses dois posts:

  1. Skylodge – Peru
  2. Mountain Bike em Chinchero, Maras e Moray

Que tal uma aventura em outro país? Aqui tem um post sobre uma passeio de bike por Aspen e Snowmass que pode te interessar:

https://ondeequetaoze.com/2016/02/20/aspen-e-snowmass-colorado-eua/

Um abraço,

Sky Lodge – Peru

Hola!

Mais um post em solo peruano. Dessa vez, sobre um tour que fiz que muita gente já viu sobre esse lugar nos 10+ do Trip Advisor ou lista de lugares incríveis em outros blogs por aí, o famoso Sky Lodge.

Sim! São 3 cápsulas suspensas no alto de uma montanha no Vale Sagrado, em Cusco, Peru. Ainda tem mais uma cápsula “restaurante”, onde os hóspedes têm seu café da manhã ou outras refeições. A local fica entre os povoados de Urubamba e de Ollantaytambo, margeando o rio Urubamba. (Dica: pra quem gosta, tem uma cervejaria bem perto)

Eu não cheguei a dormir no Sky Lodge, mas fiz o passeio diurno que inclui: via ferrata (uma subida/escalada de 400m) + almoço no Sky Lodge (lunch box… nada muito elaborado não) + descida de tirolesa (ou zipline).

Começamos de manhã com a subida de 400m na Via Ferrata. Pra quem não está acostumado com altura, dá uma boa adrenalina. Mas é tudo muito seguro. Você vai agarrado por cabos o tempo inteiro e, segundo os guias, nunca na história da operação, alguém caiu da escada.

Depois de um bom exercício físico, chega a parte legal das cápsulas. Visitamos as cápsulas dormitórios e depois nos reunimos na cápsula restaurante. Tivemos um lanche rápido mas com a vista espetacular. Experiência única de ver o vale do rio Urubamba. Vale a pena demais!!!

Pra terminar, descemos de tirolesa. São 7 ziplines em sequência. Um deles de 700 metros de comprimento. Foi muito massa!

Pra ilustrar, fiz mais um videozinho bacanudo da experiência. Espero que vocês gostem!

Ps: pra quem tem interesse em passar uma noite no Sky Lodge, a diária custa a bagatela de $500 dólares!

Mountain Bike – Chinchero, Maras e Moray

Opa! Tudo bom?

Ainda tô no Peru, tentando me aclimatar e quase lá em Machu Picchu. Depois do passeio da Via Ferrata e do Skylodge (dá um confere aí no post se ainda não leu), resolvi fazer um tour de mountain bike por Chinchero, Maras e Moray.

Talvez esses três lugares não sejam tão conhecidos quanto Machu Picchu, mas valem a pena demais!!! Em cada um foi uma surpresa.

O dia começa em Chinchero. Fomos de van de Cusco até lá. Começou com uma explicação sobre o lugar, a igreja e as terraças. Chinchero era um grande povoado na época do império Inca, com as famosas terraças para plantação e provavelmente com um templo por conta do formato do corte das pedras. Mas pra variar, nos idos de 1530, Francisco Pizarro chegou não querendo saber de nada e mandaram bomba no lugar. Construíram uma igreja católica em cima das ruínas e que está muito bem conservada até hoje.

De lá, fomos de van até o ponto de partida do passeio de bike a aí começou. Primeira parte bem tranquila. Poucas subidas. O que mata mesmo é o ar rarefeito. Em alguns lugares a gente estava até mais alto do que Cusco.

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Mas depois de uma hora e pouco, chegamos a Moray! Mermão! Que que isso?! Incrível como os Incas tinham tanta tecnologia. Há mais de 600 anos já tinham um laboratório agrícola de microclima pra poder plantar espécies de altitudes baixas mais em cima e vice-versa. Dá um confere nas fotos:

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Depois disso, hora do rango! Como parte do tour, o almoço estava incluído. Então o povo já tinha armado as barracas (epa) e preparado tudo lá. Coisa fina!

Por último, pegamos a parte mais difícil do percurso até Maras. Choveu, foi lama até fiofo, pneu furado, mas valeu a pena demais! Maras é fantástico. São salares construídos na encosta da montanha e que até hoje as famílias sobrevivem disso. Na época inca, eles sabiam que precisavam de iodo no sal. Por isso, desse sal extraído aí em Maras, levavam pra costa, embrulhavam os peixes neles e traziam de volta o sal iodado. Fueda!

É isso por hoy! Fizemos de novo o passeio com a Adventures Within Reach. Próximo post vem Machu Picchu!

Besos no core! Fui!