Termas de Puritama – Atacama, Chile

E aí, Brasil?!

No último post eu falei que iria dar algumas dicas sobre a Bolívia e o tour que fiz pra lá, indo e voltando de San Pedro de Atacama.

Mas… acabei de editar o vídeo que fiz sobre o passeio para as termas de Puritama, no deserto do Atacama mesmo. Então vou pular aquele post por um momento e volto em breve.

Sobre esse passeio, ele é bem tradicional pra quem vai pro Atacama. Mas geralmente, você paga só pra ir até lá, toma um banho em algumas das piscinas termais e já era.

O passeio que eu fiz foi um pouco diferente. Eu fiz com o lodge Explora e esse é um tour exclusivo deles. Ainda mais porque eles são donos do terreno onde estão as piscinas. Então a primeira piscina natural (e a mais limpa de todas) é só pra quem faz o passeio com eles mesmo.

E além disso, não foi só um batidão ida-e-volta. O passeio é um pouco mais completo. Rolou um trekking de mais ou menos 2h30 pelo vale Puritama até chegarmos lá nas hot springs. Depois de chegar, tivemos um tempinho bom para relaxar na piscina. Por último, depois de sair da água, eles te esperam com um roupão e te servem um almoço ali mesmo.

Mas chega de enrolação. Bora pro vídeo porque é muito mais legal:

Espero que gostem!

Beijos!

Puerto Varas – Chile (Parte 02)

Continuando o post, falo agora sobre os passeios que fiz.

Como fui a trabalho (entre os dias 3 e 10 de outubro), o tempo fica curto pra conhecer tudo do local. Então, no meu pouco tempo de folga, tive que priorizar alguns passeios. Eu só teria dois dias cheios livres.

Fui em uma agência próxima ao meu hotel, na rua San Pedro mesmo. Se não me engano, se chamava Trip to Chile e tinha um atendente que falava português fluente.

Para o primeiro dia escolhi fazer um passeio que era um Combo: Visita ao Parque Nacional Vicente Pérez Rosales + Passeio de Barco pelo Lago Llanquihue + Subida ao Vulcão Osorno. Custou por volta de 25 mil pesos (mais ou menos 35 dólares) e achei um bom custo benefício.

Começamos o dia em uma das entradas do Parque Nacional, justamente a que dá acesso à trilha do Salto do Petrohue. O van parou na entrada, onde pude tomar um café com leite antes de começar a andança. No Parque existem outras trilhas, mas como era um passeio composto para um dia, ficamos só na trilha que levava ao Salto. Mas não deixou nada a desejar. A vista é linda do mirante!

Salto de Petrohue
Salto de Petrohue

Depois de voltar à van, fomos fazer um passeio de barco, que dava uma volta no Lago Llanquihue. O passeio parece bem legal, pois dá para ver todos os dois vulcões e outras montanhas cheias de neve em volta. Daria! A gente devia estar com alguma urucubaca que fechou o tempo e ficou cheio de nuvens. Os vulcões ficaram só na imaginação. =(

Lago Llanquihue
Lago Llanquihue
A vista lá de cima do Vulcão Osorno começou assim
A vista lá de cima do Vulcão Osorno começou assim

Acabado o passeio de barco, voltamos pra van mais uma vez e fomos para a subida do Vulcão Osorno. Ele é um vulcão bem pontiagudo e bonito. Parece aqueles de filme mesmo! hehe Lá paramos no restaurante que fica no pé do teleférico (mais ou menos metade da subida) para almoço. Muito bom o restaurante, por sinal, e não praticava preços abusivos, como muitas vezes vemos em restaurantes de estação de esqui praticam.

A má sorte do dia ficou por conta do tempo. Como falei, estava fechado, cheio de nuvens, e por isso, a parte de cima do vulcão estava fechada e não pudemos subir. O jeito foi fazer um pequeno trekking por ali mesmo. Não foi o ideal, mas deu pro gasto. A vista compensava!

Mas depois terminou assim!
Mas depois terminou assim! Vulcão Osorno

Por causa dessa porcaria de tempo, o passeio estava acabando mais cedo. Por isso, nosso guia decidiu nos levar então à Lagoa Verde, dentro do Parque Nacional Vicente Pérez Rosalez. A trilha era pequena e chegamos a uma lagoa bem verde mesmo, fazendo jus ao nome. Ela tem essa coloração por causa de uns microorganismos que vivem lá, mas pra falar a verdade, não me lembro bem a explicação do guia. hahaha

Indo para o segundo dia, o passeio que fiz foi junto com o pessoal do evento que estava participando. Minha opção seria outra, mas decidiram conhecer o povoado de Peulla.

Cachoeira Lago Todos los Santos
Cachoeira Lago Todos los Santos

Peulla é o último povoado da fronteira com a Argentina, que fica oposta à Bariloche, separados pela Cordilheira dos Andes. Só se chega por barco, através do Lago Todos os Santos (outro lago bem grande). Demora um pouco e, inclusive, temos que passar pelo posto de imigração para chegar lá. Peulla é muito pequeno, um paraíso que vive da natureza mesmo, e tem cerca de 120 habitantes. Sua grande maioria, famílias de militares.

Na viagem de barco tivemos alguns comes e bebes e pudemos aproveitar uma vista sensacional. Ao longo de todo o percurso podiam-se ver montanhas com o pico de gelo e cachoeiras que desembocavam no lago. Foi muito legal mesmo!

Chegando em Peulla, já fomos direto para um grande ônibus para um safari fotográfico. Como chove muito, os guias nos ofereceram grandes capas de chuva que vieram a calhar!

Terminamos fazendo uma visita à única escola do povoado. Como é muito pequeno, só possuem um professor para 6 alunos (no ano de 2015). Cada um em uma série diferente. O professor tem que se virar para passar o conteúdo para todos! hehe

Pronto! Vamos parar por aqui que já escrevi demais. Amanhã escrevo o último post da série. Salud!

Puerto Varas – Chile (Parte 01)

(Re)começando o blog, o Zé tá no Chile!

E o primeiro post vai para a última viagem internacional que fiz: Puerto Varas, Chile. Como disseram por lá, o Portão da Patagônia.

Mapa Chile - Puerto Varas - Puerto Montt

Para começar, vamos de dicas sobre o aeroporto e moeda. O Aeroporto mais próximo é o de Puerto Montt, capital da Região dos Lagos. Do aeroporto à Puerto Varas são aproximadamente 30 minutos de carro e você pode ir de 3 formas. Alugar um carro, pegar um táxi ou um transfer. Os transfers são as opções mais baratas e saem toda vez que um voo novo chega. Se não me engano, cerca de 5 mil pesos chilenos.

Pela primeira vez na vida, tive o azar de perderem minha mala. Ficou em Santiago. Sendo assim, perdi os transfers e fiquei resolvendo o imbróglio no balcão da Lan. Resolvido (iriam levar no meu hotel até meia noite) fui pegar um táxi. O táxi custa em torno de 20 a 22 mil pesos chilenos. Detalhe, alguns aceitam pagamento em dólar, mas o câmbio que eles oferecem é péssimo. Para se ter uma ideia, o câmbio, em outubro de 2015, no centro de Puerto Varas, era por volta de 1 dólar para 670 ou 680 pesos. O taxista queria trocar por 500 pesos. Então, fiquem de olho. Troquem antes ou deixem para trocar na cidade.

Aeroporto Puerto Montt

Sobre o câmbio, como falei acima, no centro da cidade era possível encontrar várias casas de câmbio, abertas até 19h, trocando o câmbio de 1 para 670 pesos. Vale a pena. Estava melhor que nas casas de câmbio de Santiago. Ah… detalhe! No aeroporto de Puerto Montt não havia casa de câmbio. Então não deixe pra trocar lá antes de pegar o táxi porque senão vai se dar mal ein!

Continuando, vamos falar sobre a escolha do hotel que fiquei. Foi no Hostal 5 Adobe. Nada de luxuoso (o próprio nome “hostal” já denuncia), mas também não espere encontrar um albergue com quartos de mil leitos. Fiquei em um quarto privativo com direito a café da manhã, que por sinal, era excelente. Lá, era atendido pela dona Soledad. Uma senhorinha estilo vó que estava sempre por perto e preocupada se eu precisava de algo. Fazia o café da manhã com muito carinho e me ajudou com um monte de coisas que precisei durante os poucos dias que estive lá. Inclusive, um carregador extra de celular que me emprestou pelos 7 dias sem cobrar nada.

Café da Manhã - Hostal 5 Adobe

Escolhi o Hostal 5 Adobes por dois motivos: preço e localização. Paguei 280 doletas por 7 noches. Bem barato, ein! Comparado a maioria dos que pesquisei, era um dos mais baratos mesmo. Ele fica na rua San Pedro, 571, uma pequena rua sem saída bem no meio do centro do miolo de Puerto Varas. Serião! A localização era excelente. Pude resolver tudo a pé e andar a noite sem problemas. Puerto Varas não é nada grande. Mas não precisei me preocupar com táxi um único dia sequer. Recomendo muito o local.

No entanto, aviso aos navegantes. Caso queiram um quarto individual E COM BANHEIRO PRIVATIVO, tem que reservar com antecedência. Do contrário, só sobrarão os quartos sem banheiro e aí tem que compartilhar com o restão do hostel.

Explicando um pouquinho mais sobre Puerto Varas, a cidade é banhada pelo Lago Llanquihue (demorei a viagem toda pra aprender a falar isso), que, em sua outra margem, banha os vulcões Osorno e Calbuco. Os dois são vulcões considerados ativos e tenho uma história legal de cada um pra contar:

Vulcão Osorno – apesar de ser considerado ativo, sua última erupção rolou em 1835. Só que não foi só uma cuspidinha não. Ficou 15 anos vomitando lava. Coinscidência ou não, Puerto Varas começou a ser fundada logo após, em 1854.

Vulcão Calbuco – esse faz jus ao título de ativo. Esse ano mesmo (2015) entrou em erupção em junho e jorrou cinzas a mais de 5 km de distância. Nas visitas ao Parque Nacional, as trilhas eram cobertas por dejetos vulcânicos. Mostro mais à frente.

Vulcão Osorno (esqueda) e Vulcão Calbuco (direita) - e sim, eu estava com o braço quebrado!
Vulcão Osorno (esqueda) e Vulcão Calbuco (direita) – e sim, eu estava com o braço quebrado!

Voltando à historinha de Puerto Varas, a cidade é muito recente (uns 150 anos) e foi fundada por alemães. Na época, era uma grande florestona que o governo chileno precisava povoar. Fez então uma convocatória no país para dar terras aos chilenos mas ninguém quis. Sendo assim, ofereceu aos alemães, que passavam por crise. Esses aceitaram e começaram a povoar o local. Bem por isso, a arquitetura é bastante alemã, o povo é todo loiro, com sobrenomes difíceis de falar e, para minha sorte, como estava em outubro, estava tendo Oktober Fest! Ocorria no pavilhão central, ao lado da praça da cidade. Bem no centro. A festa rolou por alguns dias e pude degustar algumas boas cervejas alemãs!

Pronto! É um bom ponto de partida para você chegar a Puerto Varas. No próximo post falo um pouco sobre os passeios que fiz!

Besos!