E meu 2016 foi assim!

Meio atrasado mas pra não deixar passar batido, fiz um vídeo com todas minhas viagens que fiz ano passado. 2016 pode ter sido ruim em vários aspectos, mas acho que fiz do limão uma limonada. Espero que gostem:

Viagens:

  1. África do Sul (Kruger Park e Johannesburg)
  2. Pantanal (Corumbá – Mato Grosso do Sul)
  3. Bonito (Mato Grosso do Sul)
  4. Foz do Iguaçu (Argentina e Brasil)
  5. Vale do Jequitinhonha (Brasil)
  6. Hungria (Budapeste)
  7. Croácia (Hvar, Omis e Zagreb)
  8. Repúbilca Tcheca (Praga)
  9. Eslovênia (Liubliana)
  10. Yellow Stone Park – EUA
  11. Cody – EUA
  12. Sun Valley – EUA
  13. Seattle – EUA
  14. Anchorage, Alaska – EUA

Ficou com vontade de viajar pra algum desses lugares e quer dicas? Me manda uma mensagem aqui nos comentários e a gente bate um papo! Vou ficar muito feliz em ajudar!

Aspen e Snowmass – Colorado, EUA

Outra viagem internacional que fiz em 2015 foi pra Aspen e Snowmass, no Colorado, Estados Unidos. Fui a trabalho e, assim como na viagem de Puerto Varas, não dá pra aproveitar taaanto quanto gostaria, mas já dá pra ter uma ideia e compartilhar um pouco da experiência. Minha viagem foi em junho de 2015 e fiquei lá por quatro dias.

Aspen

Aspen e Snowmass são duas cidades pequenininhas, coladas uma na outra. Talvez a primeira seja mais famosa que a segunda (quem não se lembra do filme do Debby e Lóide?) mas Snowmass também tem seu valor. Elas sobrevivem muito do turismo no inverno, devido às estações de esqui. Quando a temporada começa, a grande maioria dos turistas que tem um poder aquisitivo (bem) elevado chega em seus aviões particulares. Me disseram que mais de 100 aviões particulares pousam por dia.

Pode-se dizer que até há alguns anos, Aspen e Snowmass só existiam durante 6 meses do ano (temporada de inverno) e nos outros 6, com as estações de esqui fechadas, a cidade toda parava. Mas de uns tempos pra cá, começaram a desenvolver muito o turismo baseado em outras atividades de verão, como rafting, hiking, cicloturismo e outras, aproveitando White River National Forest, onde ficam as famosas montanhas Maroon Bells. E também em eventos. Só nesses quatro dias que estive lá pude notar 3 eventos acontecendo ao mesmo tempo, além do que eu estava participando.

Como fui em junho, peguei justamente essa nova fase do turismo de Aspen e Snowmass. Ainda assim, pude perceber muitas lojas e comércios locais fechados. Diria que 50%.

Bom, começando a falar sobre minha experiência, primeiro, o local que fiquei foi em Snowmass, no hotel Pokolodi Lodge. Os motivos foram o preço e a distância pro evento que eu iria trabalhar, que era no Westin Snowmass Resort, que fica exatamente do lado. O hotel era bem bom. Paguei 89 dólares a diária e reservei pelo Booking.com. Só uma dica: peça para ficar nos quartos de cima. Do contrário, se você cair nos quartos de baixo, vai ter bastante exercício físico para vencer as escadas todos os dias.

O primeiro dia lá cheguei a tarde, então aproveitei pra conhecer Aspen. O transporte público é gratuito entre as duas cidades. Basta esperar no ponto e subir nos ônibus. É interessante que para ir de Aspen para Snowmass ou vice-versa, você tem que pegar o ônibus da cidade que está e parar em uma parada no meio das duas cidades (Interception). Espere um tempo (curto) que logo vem o ônibus da outra cidade passando para seguir viagem.

Aspen e Snowmass - mapa ônibus

Continuando, meu primeiro dia/noite foi só conhecendo Aspen que é muito pequena! Fiquei dando uma volta pelas ruas centrais e tirando fotos. A noite comi um hambúrguer no CP Burger. =P

Aspen

No segundo dia, eu tinha que trabalhar apenas de noite. Então resolvi fazer um bike tour com a Blazing Adventures, uma das empresas mais antigas de lá e muito confiável. Recomendo os passeios com eles. O nome do tour, para ser bem específico, foi o Maroon Bells Bike Ride – Full Day. 

Eu expliquei que não era um ciclista muito experiente em longas distâncias, mas eles explicaram que é justamente para quem não tem prática. Eles levam o grupo de ônibus até o lago que beira os Maroon Bells na Whit River National Forest e de lá começa descendo até de volta a Aspen. O trajeto todo é uma descida leve, com algumas paradas para explicação, outra maior com almoço (não se preocupe, está tudo incluso), e por último, terminamos em um restaurante local bem tradicional com alguns drinks por conta da casa! Também não precisa se preocupar com equipamentos ou roupas. Eles fornecem tudo! Uma pena que nesse dia o tempo estava fechado e não deu pra ver as Maroon Bells direito. =/

Maroon Bells

O passeio começou por volta das 9h (ponto de encontro foi o lobby do Westin Snowmass) e terminou por volta das 15h30. O preço foi de 139 dólares.

Esse passeio foi o highlight dessa viagem. Foi sensacional. Recomendo muito mesmo! Tinha outra opção de fazer uma caminhada, mas acho que esse da bike deve ser melhor. Todo o grupo ficou muito satisfeito.

Conheci também alguns restaurantes por lá. Como estava nos Estados Unidos, claro, fui atrás de um bom hambúrguer. Como falei, no primeiro dia comi no CP Burger. Bom! Muita gente recomendou lá, mas parece muito com uma rede, apesar de não ser. Os mais artesanais, que recomendo mesmo, foram o Big Hoss, dentro do Snowmass Mall, e o 520 Grill, em Aspen mesmo. Pode ir nesses dois sem medo que não irá se arrepender!

No último dia, meu voo de volta era a tarde. De manhã, deu pra ir de carro ainda nos Maroon Bells de volta e foi recompensador! Nesse dia o céu estava aberto e deu pra ver muito bem as montanhas!

Maroon Bells, Colorado, EUA
Maroon Bells, Colorado, EUA

É isso! Besos!

 

 

Aloha, welcome aboard!

O Zé tava no Havaí!
Morei em Honolulu-HI por 9 meses ano passado e acho que está mais que na hora de falar de lá. Pois bem, antes de ir, o
Aloha State era como um mundo totalmente obscuro pra mim. Não sabia nada além da fama da hula e do surf. Então vamos lá, começando pelo começo.
O Havaí (Hawai’i em inglês) é um estado americano. Sim, utiliza o dólar, as mesmas leis dos EUA e o inglês é o idioma principal. Igualzinho aos outros estados, como Califórnia e Flórida. Fica lá no meio do Oceano Pacífico e é composto por oito ilhas: Oahu (onde fica a capital Honolulu), Maui, Nihau, Molokai, Kauai, Big Island (que também é chamada de Hawaii e é a maior de todas), Lanai e Kahoolawa. É a porção de terra mais afastada de outra porção de terra do planeta. A capital é Honolulu e possui cerca de 800 mil habitantes habitantes, mas esse número ultrapassa 1 milhão na temporada.
O bairro principal é Waikiki, ou pelo menos o mais turístico. Uma extensão de aproximadamente 2,5 km que concentra a maioria dos hotéis e também toda infra-estrutura pra receber o turista. Como fui lá para um intercâmbio cultural e de trabalho, decidi morar ali mesmo. Muito conveninete pois era onde eu iria trabalhar.
Só pra passar uma noção inicial, o Havaí já está muito americanizado, e em Waikiki prevalecem os restaurantes de fast food (McDonald’s, Burger King, Subway, Jack in the box e Taco Bell) e também outros grandes como Chilis, Fridays, Outback, Cheeseburger Waikiki, Rube Tuesday, Red Lobster, etc. Tudo com um leve toque havaiano.
Outra noção inicial: os orientais são a grande maioria dos turistas. Quando eu fala em grande maioria, quero dizer algo em torno de 70% a 80% dos transeuntes na rua. Em especial os japoneses. Lá, falar japonês não é um diferencial, é praticamente obrigatório. Muitos lugares contratavam funcionários tendo como pré-requisito básico falar japonês (o inglês muitas vezes não era obrigatório).
Era japa pra todo lado!
O surf é realmente o esporte número 1 e o que prevalece é o Aloha Spirit, ou seja, um jeito amigável de viver e também receber os turistas.
Bom, chega por hoje! Depois eu falo mais.
Aloha!

A Invasão Latina

O Zé tá nos Estados Unidos. Ou seria México? Ou Cuba?

Enfim, pelos Estados Unidos passei por quatro grandes cidades (no que se refere a tamanho mesmo). Los Angeles, Las Vegas, Miami e Nova Iorque. Mas a impressão que deu é que eu estava em algum país da América Latina.

Que na Flórida o espanhol é o idioma mais falado e a população de latinos já é mais da 50%, todo mundo sabe. Quando estava em Miami, era comum as pessoas me atenderem primeiro em espanhol quando estava em restaurantes e lojas.  Apenas em caso de você não dominar a língua, eles trocam para o inglês.

Em Los Angeles a impressão foi também muito parecida. Isso devido à grande concentração de mexicanos. Eu diria que enquanto os latinos da Flórida vêm de Cuba, Porto Rico, e a América Latina em geral, na Califórnia, eles vêm só do México mesmo. É fácil perceber um estilão mais “chicano” por lá. Arquitetura, estilo das pessoas e a forma como se comunicam. Eu só não tinha ideia de que era tanto.

Em Las Vegas, a presença latina era um pouco menor em comparação às duas cidades anteriores, mas ainda sim, bastante forte. Nas ruas, minha impressão era de que 50% da vozes falavam em inglês e a outra metade em espanhol.

Por fim, Nova Iorque também não ficou pra trás. Andando pelo Times Square, acho que o espanhol era o mais falado. Seguido pelo português. Em uma ocasião, pegando o elevador no Madame Tussauds , estava eu, uma mulher de uns quarenta anos, um outro casal e mais duas meninas de uns 15 anos. E não é que todo mundo era brasileiro. No meu albergue, as duas faxineiras eram dominicanas, o atendente era do Peru e até o cara que me atendia no Subway vizinho era do Panamá. Era assim, todo mundo de um canto diferente dessa americazona.

E em termos de comunicação, como é que fica? Em Miami é incontestável. Se deixar a população latina de lado é pedir pra ser esquecido. E não é por menos que a grande maioria (bem esmagadora mesmo) dos outdoors, flyers, spots de rádio e outras mídias eram 100% em espanhol. Só não digo isso de televisão porque eu não assisti.

Encontrei inúmeras peças em espanhol também na Califórnia e em Las Vegas. As marcas direcionam para o público mexicano (ou descendente dele) mesmo. Sem nenhuma dó ou pudor. “Se você é americano e não entende espanhol, azar o seu, meu público entende é ele que eu quero atingir.” Só por esse fato, já dá pra ter noção do tamanho que é a comunidade latina por lá. Se existem anúncios direcionados a eles, é por que é vantajoso pras empresas, ou seja, são eles que estão dando retorno financeiro.

E  para minha surpresa, Nova Iorque seguiu na mesma linha. Mesmo distante das fronteiras latinas, a população estrangeira que vive lá, mais a grande quantidade de turistas, já é o suficiente para proporcionar também peças publicitárias em espanhol.

E assim, os Estados Unidos vai aumentando a sua população latina e os americanos americanos mesmo vão perdendo espaço. É bom o Tio Sam começar a praticar esse spanglish!