Puerto Varas – Chile (Parte 01)

(Re)começando o blog, o Zé tá no Chile!

E o primeiro post vai para a última viagem internacional que fiz: Puerto Varas, Chile. Como disseram por lá, o Portão da Patagônia.

Mapa Chile - Puerto Varas - Puerto Montt

Para começar, vamos de dicas sobre o aeroporto e moeda. O Aeroporto mais próximo é o de Puerto Montt, capital da Região dos Lagos. Do aeroporto à Puerto Varas são aproximadamente 30 minutos de carro e você pode ir de 3 formas. Alugar um carro, pegar um táxi ou um transfer. Os transfers são as opções mais baratas e saem toda vez que um voo novo chega. Se não me engano, cerca de 5 mil pesos chilenos.

Pela primeira vez na vida, tive o azar de perderem minha mala. Ficou em Santiago. Sendo assim, perdi os transfers e fiquei resolvendo o imbróglio no balcão da Lan. Resolvido (iriam levar no meu hotel até meia noite) fui pegar um táxi. O táxi custa em torno de 20 a 22 mil pesos chilenos. Detalhe, alguns aceitam pagamento em dólar, mas o câmbio que eles oferecem é péssimo. Para se ter uma ideia, o câmbio, em outubro de 2015, no centro de Puerto Varas, era por volta de 1 dólar para 670 ou 680 pesos. O taxista queria trocar por 500 pesos. Então, fiquem de olho. Troquem antes ou deixem para trocar na cidade.

Aeroporto Puerto Montt

Sobre o câmbio, como falei acima, no centro da cidade era possível encontrar várias casas de câmbio, abertas até 19h, trocando o câmbio de 1 para 670 pesos. Vale a pena. Estava melhor que nas casas de câmbio de Santiago. Ah… detalhe! No aeroporto de Puerto Montt não havia casa de câmbio. Então não deixe pra trocar lá antes de pegar o táxi porque senão vai se dar mal ein!

Continuando, vamos falar sobre a escolha do hotel que fiquei. Foi no Hostal 5 Adobe. Nada de luxuoso (o próprio nome “hostal” já denuncia), mas também não espere encontrar um albergue com quartos de mil leitos. Fiquei em um quarto privativo com direito a café da manhã, que por sinal, era excelente. Lá, era atendido pela dona Soledad. Uma senhorinha estilo vó que estava sempre por perto e preocupada se eu precisava de algo. Fazia o café da manhã com muito carinho e me ajudou com um monte de coisas que precisei durante os poucos dias que estive lá. Inclusive, um carregador extra de celular que me emprestou pelos 7 dias sem cobrar nada.

Café da Manhã - Hostal 5 Adobe

Escolhi o Hostal 5 Adobes por dois motivos: preço e localização. Paguei 280 doletas por 7 noches. Bem barato, ein! Comparado a maioria dos que pesquisei, era um dos mais baratos mesmo. Ele fica na rua San Pedro, 571, uma pequena rua sem saída bem no meio do centro do miolo de Puerto Varas. Serião! A localização era excelente. Pude resolver tudo a pé e andar a noite sem problemas. Puerto Varas não é nada grande. Mas não precisei me preocupar com táxi um único dia sequer. Recomendo muito o local.

No entanto, aviso aos navegantes. Caso queiram um quarto individual E COM BANHEIRO PRIVATIVO, tem que reservar com antecedência. Do contrário, só sobrarão os quartos sem banheiro e aí tem que compartilhar com o restão do hostel.

Explicando um pouquinho mais sobre Puerto Varas, a cidade é banhada pelo Lago Llanquihue (demorei a viagem toda pra aprender a falar isso), que, em sua outra margem, banha os vulcões Osorno e Calbuco. Os dois são vulcões considerados ativos e tenho uma história legal de cada um pra contar:

Vulcão Osorno – apesar de ser considerado ativo, sua última erupção rolou em 1835. Só que não foi só uma cuspidinha não. Ficou 15 anos vomitando lava. Coinscidência ou não, Puerto Varas começou a ser fundada logo após, em 1854.

Vulcão Calbuco – esse faz jus ao título de ativo. Esse ano mesmo (2015) entrou em erupção em junho e jorrou cinzas a mais de 5 km de distância. Nas visitas ao Parque Nacional, as trilhas eram cobertas por dejetos vulcânicos. Mostro mais à frente.

Vulcão Osorno (esqueda) e Vulcão Calbuco (direita) - e sim, eu estava com o braço quebrado!
Vulcão Osorno (esqueda) e Vulcão Calbuco (direita) – e sim, eu estava com o braço quebrado!

Voltando à historinha de Puerto Varas, a cidade é muito recente (uns 150 anos) e foi fundada por alemães. Na época, era uma grande florestona que o governo chileno precisava povoar. Fez então uma convocatória no país para dar terras aos chilenos mas ninguém quis. Sendo assim, ofereceu aos alemães, que passavam por crise. Esses aceitaram e começaram a povoar o local. Bem por isso, a arquitetura é bastante alemã, o povo é todo loiro, com sobrenomes difíceis de falar e, para minha sorte, como estava em outubro, estava tendo Oktober Fest! Ocorria no pavilhão central, ao lado da praça da cidade. Bem no centro. A festa rolou por alguns dias e pude degustar algumas boas cervejas alemãs!

Pronto! É um bom ponto de partida para você chegar a Puerto Varas. No próximo post falo um pouco sobre os passeios que fiz!

Besos!

Autor:

Diego Arelano, vulgo Zé. De onde veio singela alcunha? Do meu nome caricato de novela mexicana, Diego José, que meus pais resolveram dar em homenagem a cada um dos avós! hehe Fora isso, o Zé é um cara curioso e meio demorado que ainda tem uns 200 países pra conhecer. Palmeirense e publicitário formado pela Universidade de Brasília. Atualmente trabalha na Embratur, órgão de promoção turística internacional do governo.

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