Aloha, welcome aboard!

O Zé tava no Havaí!
Morei em Honolulu-HI por 9 meses ano passado e acho que está mais que na hora de falar de lá. Pois bem, antes de ir, o
Aloha State era como um mundo totalmente obscuro pra mim. Não sabia nada além da fama da hula e do surf. Então vamos lá, começando pelo começo.
O Havaí (Hawai’i em inglês) é um estado americano. Sim, utiliza o dólar, as mesmas leis dos EUA e o inglês é o idioma principal. Igualzinho aos outros estados, como Califórnia e Flórida. Fica lá no meio do Oceano Pacífico e é composto por oito ilhas: Oahu (onde fica a capital Honolulu), Maui, Nihau, Molokai, Kauai, Big Island (que também é chamada de Hawaii e é a maior de todas), Lanai e Kahoolawa. É a porção de terra mais afastada de outra porção de terra do planeta. A capital é Honolulu e possui cerca de 800 mil habitantes habitantes, mas esse número ultrapassa 1 milhão na temporada.
O bairro principal é Waikiki, ou pelo menos o mais turístico. Uma extensão de aproximadamente 2,5 km que concentra a maioria dos hotéis e também toda infra-estrutura pra receber o turista. Como fui lá para um intercâmbio cultural e de trabalho, decidi morar ali mesmo. Muito conveninete pois era onde eu iria trabalhar.
Só pra passar uma noção inicial, o Havaí já está muito americanizado, e em Waikiki prevalecem os restaurantes de fast food (McDonald’s, Burger King, Subway, Jack in the box e Taco Bell) e também outros grandes como Chilis, Fridays, Outback, Cheeseburger Waikiki, Rube Tuesday, Red Lobster, etc. Tudo com um leve toque havaiano.
Outra noção inicial: os orientais são a grande maioria dos turistas. Quando eu fala em grande maioria, quero dizer algo em torno de 70% a 80% dos transeuntes na rua. Em especial os japoneses. Lá, falar japonês não é um diferencial, é praticamente obrigatório. Muitos lugares contratavam funcionários tendo como pré-requisito básico falar japonês (o inglês muitas vezes não era obrigatório).
Era japa pra todo lado!
O surf é realmente o esporte número 1 e o que prevalece é o Aloha Spirit, ou seja, um jeito amigável de viver e também receber os turistas.
Bom, chega por hoje! Depois eu falo mais.
Aloha!

Ah, o carnaval!

O Zé tá em Diamantina!

Então, o carnaval desse ano foi em Diamantina-MG. Terra de grandes personalidades como Juscelino Kubitschek, Chica da Silva e Vladimir Brichta (Vladimir Brichta?). Possui em média 45 mil habitantes, sendo que desses, mais de 10% são estudantes da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, ou resumindo, a Universidade de Diamantina. Se outrora a cidade sobrevivia pelos diamantes, hoje são esses estudantes que a movimentam, literalmente!

O carnaval de rua de Diamantina já é famoso e atrai gente de todo canto, principalmente Belo Horizonte e Rio de Janeiro. E tem hotel pra todo mundo? Não sei. O que acontece mesmo é o aluguel de quartos em repúblicas. Os estudantes que moram lá, além de aproveitarem o carnaval, ainda fazem um dinheiro alugando quartos,salas e até corredores nas próprias repúblicas em que vivem durante o ano letivo. Outra forma de achar um teto, são as “repúblicas de carnaval”. Empresas de turismo ou grupos de amigos alugam espaços amplos e organizam excursões oferecendo a estadia, ou ainda um pacote completo incluindo estadia, transporte da sua cidade até Diamantina e bebidas durante a festa. São várias “repúblicas” espalhadas pela cidade, como a República do Beijo e a República dos Solteiros. A minha se chamava Chuveirão! =D

E a festa rola na rua mesmo. Não precisa gastar dinheiro com abadá ou ingresso de balada. Pra todo lado que você anda, depara-se com um beco lotado de gente, com bares improvisados e música tocando alto. Mas no palco principal, todos os dias, as atrações também principais foram as bandas Bat-caverna e Bartucada. A primeira, no caso, faz um show a parte, com direito a Batman chegando de rapel no primeiro e último dia.

O único problema é infra-estrutura. A cidade, mesmo com toda essa tradição carnavalesca, parece não estar preparada para receber a multidão de turistas. Os restaurantes são poucos e cheios de filas. A água na cidade acaba frequentemente. E faltam banheiros químicos. Só encontramos alguns perto do palco principal, mas certamente insuficientes para o número de pessoas na festa.

Fora isso, o carnaval foi excelente! Altamente recomendável!

Estrutura Campus Party 2010

A estrututa para receber os campuseiros estava excelente. Na arena, havia mesas intermináveis com terminais de luz e internet. Também,nas áreas das palestras, foram poucas as vezes que vi cadeiras faltando para os interessados. A área de barracas também estava gigantesca, com 2.500 barracas disponibilizadas aos campuseiros.

Barracas - Campus Party

Fora isso, os patrocinadores também mandaram muito bem.

A Telefônica armou um stand que disponibilizava vários pufes para galera relaxar, com dois video games no centro rolando Guitar Hero para quem quisesse brincar. Além disso, na lateral do espaço tinha massagem de graça, com duas cadeiras e quatro massagistas se revezando (eles ainda te davam um ipod com músicas relaxantes pra você esquecer o que estava rolando lá fora).

O stand da Vivo também estava muito bom. Todo tematizado com o tema da copa, além dos pufes, também estavam disponíveis laptops com internet. E ainda uma televisão com jogo de embaixadinha virtual (você fazia os movimentos e a bola na tela acompanhava).

#Fail na minha opinião para o espaço do Mercado Livre, que estava muito ruim em estrutura disponibilizando uns 10 puffes e mais nada. O Edsão acha que não foi tão ruim assim, pois algumas vezes eles promoveram jogos premiando com garrafinhas e camisetas. Bom, o que eles mandaram bem mesmo foi na distribuição de adesivos que continham mensagens como “#geek pride” e “queria ter o QI do Yoda”. O público em geral gostou muito e era fácil de achar computadores com os adesivos colados.

Outra coisa legal foi o Red Bull a 5 reais! Excelente!

E vamos aos números que a produção do evento divulgou:

  • 6.000 campuseiros inscritos
  • mais de 4.000 computadores
  • previsão de visitantes: 100 mil
  • 45 mil m² de área
  • 40 km de cabos de rede
  • 20 km de cabos de fibra ótica
  • 553 atividades
  • quase 1.000 pessoas na organização

Welcome to the Campus Party

O Zé tá na Campus Party em São Paulo.

Cheguei aqui no segundo dia do evento e já deu pra ter uma noção da grandiosidade que a Campus Party atingiu. Realizada em vários países, a versão brasileira se tornou esse ano a maior do mundo, com exatamente 6 mil inscritos.

É gente e computador que não acabam mais =P

Arena – Campus Party

Como o próprio site do evento diz, a “Campus Party é considerado o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede do mundo”.

É dividida em quatro áreas: ciência, criatividade, entretenimento digital (games e simulação) e inovação. Está acontecendo desde o dia 25 passado e vai até o dia 31, domingo, no Centro de Exposições Imigrantes. Para os não motorizados como eu, fica pertinho da estação do metrô Jabaquara e ainda tem ônibus de graça circulando entre a estação e o evento.

Bom, por enquanto é isso. Amanhã tem mais Campus Party cedo e com o decorrer do evento eu posto mais coisas legais.

Beijos no coração!

Tailândia – Parte 02

O Zé tava na Tailândia de novo.

Continuando o post anterior, só que agora pra falar de uma indústria que os tailandeses sabem aproveitar e muito bem por sinal: o turismo. A começar pela atratividade da moeda, o bath. Na época que estive por lá (abril do ano passado) um dólar equivalia a 35 baths. Então para cada 1 dinheiro que eu tinha nos Estados Unidos, eu tinha 35 na Tailândia. É claro que o custo de vida não é igual, mas essa diferença para quem viaja vale muito.

Só pra comparar, a média de preço de um albergue nos Estados Unidos é de 25 a 30 dólares, em quartos que você terá que dividir com mais umas sete cabeças. Enquanto isso, fiquei em um hotel à beira da praia em Ko Pangan, uma ilha paradisíaca e incrível , e a diária me custou 5 dólares. =O

Algumas outras comparações:

Lata de coca-cola = 10 bats (30 centavos de dólar)

Garrafa de 600 ml da cerveja Chang = 25 baths (70 centavos de dólar)

Casquinha do McDonald’s = 7 baths (20 centavos de dólar)

Além desse atrativo, a Tailândia possui ilhas e praias belíssimas e com um cenário muito diferente do que vemos no Brasil. Algumas das ilhas são tão paradisíacas que muitas vezes eu estava na praia e não via mais ninguém. Era eu, a praia e Deus. =D Numa delas inclusive (Ko Phi Phi), foi filmado aquele filme “A Praia” (aquele bem fraquinho com o Leonardo di Caprio).

E a Tailândia está sabendo aproveitar muito bem isso. Tanto em campanhas publicitárias para estrangeiros como na estrutura interna para receber os turistas. Pesquisando rápido no google encontrei três sites sobre o país, todos voltados ao turismo, bastante atrativos e de fácil acesso. Disponibiliza tours, informações sobre hotéis e restaurantes, pontos turísticos, etc.

Já o Brasil

No âmbito interno, em todas as cidades que passei (sete ao todo) era muito fácil me comunicar. Todos falavam inglês, ainda que básico. Do motorista de tuk-tuk ao cara que carregava as malas para o barco, da atendente do mercadinho ao vendedor insetos fritos, não encontrei dificuldade alguma. O inglês deles dava de dez em muito marmanjo de curso superior do Brasil.

Sem contar as inúmeras casas de cãmbio. Nas ruas principais era comum encontrar de duas a três por quarteirão. Dificuldade zero para nenhum estrangeiro ficar sem dinheiro.

Vê se aprende com a Tailândia, Brasil!